Quanto precisa realmente
Para habitação própria permanente, os bancos costumam financiar entre 80 % e 90 % do preço de compra ou do valor de avaliação, o que for mais baixo. O resto, e as despesas da compra, saem das suas poupanças. Por isso, tem de contar com duas partes:
- A entrada: entre 10 % e 20 % do preço, consoante o país e o banco.
- As despesas de compra: impostos, escritura, registo, despesas de processo e avaliação. Consoante o país, a região e se a casa é nova ou usada, podem ir de cerca de 5 % a mais de 12 % do preço.
Por exemplo, para uma casa de 250.000 € com um financiamento de 80 %, a entrada seria de 50.000 €, e se as despesas forem de 10 %, seriam mais 25.000 €: no total, cerca de 75.000 €. Antes de definir o objetivo, peça os valores exatos ao notário, ao solicitador ou ao banco.
Não fique a zero depois de assinar
Comprar casa implica despesas que não constam da escritura: a mudança, os móveis, pequenas reparações e as primeiras faturas. Além disso, convém manter um fundo de emergência de três a seis meses de despesas, que passarão a incluir a prestação do crédito. Some esta almofada ao objetivo ou guarde-a numa conta à parte.
Quanto tempo vai demorar
Subtraia o que já tem poupado e divida o que falta pelo valor que pode pôr de lado todos os meses. Se precisa de 75.000 € e já tem 15.000 €, faltam-lhe 60.000 €:
- A poupar 800 € por mês: 75 meses, pouco mais de seis anos.
- A poupar 1.250 € por mês: 48 meses, quatro anos.
Se o prazo lhe parecer demasiado longo, tem três alavancas: poupar mais todos os meses, procurar uma casa mais económica ou noutra zona, ou adiar a data. Fazer as contas com valores reais evita frustrações e indica-lhe que alavanca deve mexer.
Como poupar mais todos os meses
- Faça um orçamento: saber para onde vai o dinheiro é o primeiro passo para encontrar margem.
- Reveja as despesas fixas: subscrições, seguros e tarifários de telemóvel e de energia. Um corte fixo rende todos os meses sem esforço.
- Poupe primeiro e gaste depois: programe uma transferência para a conta da entrada no dia em que recebe o ordenado.
- Canalize os rendimentos extra: subsídios, reembolsos de IRS ou trabalhos pontuais.
- Ponha limites à despesa variável: restaurantes, lazer e compras, com um orçamento mensal por categoria.
Onde guardar o dinheiro da entrada
Se vai comprar dentro de poucos anos, o mais importante é que o dinheiro esteja disponível quando precisar:
- Guarde-o numa conta separada da conta do dia a dia, para que não se misture com o resto.
- Escolha produtos sem risco ou de baixo risco e com disponibilidade clara, como contas poupança ou depósitos a prazo.
- Lembre-se de que o que pode subir também pode descer precisamente quando quiser comprar. Este guia é informativo: para decisões de investimento, consulte um profissional.
Prepare-se para o crédito à habitação
Enquanto poupa, o banco também vai analisar a sua situação:
- Prestação comportável: a maioria dos bancos quer que a prestação não ultrapasse 30–35 % do rendimento líquido.
- Poucas dívidas: os empréstimos e os cartões reduzem o valor que lhe podem emprestar. Liquidá-los antes ajuda.
- Estabilidade: rendimentos regulares e contas organizadas transmitem confiança.
Uma dica útil: durante alguns meses, ponha de lado todos os meses o valor da prestação que teria. Se o conseguir sem dificuldade, sabe que é comportável, e ainda poupa mais.
Como o Calers o ajuda
No Calers pode criar o objetivo «Entrada da casa» com o valor e a data que quiser e associá-lo à conta poupança: a percentagem atingida atualiza-se automaticamente com o saldo. Programa a transferência mensal, define orçamentos para as categorias onde quer cortar e a projeção de saldo mostra-lhe quando vai lá chegar. E quando tiver a casa, em Imóveis poderá acompanhar o seu valor e o crédito com o plano de amortização.
Faça-o com o Calers Orçamentos e objetivos Limites de despesa e metas de poupança


