Passo 1: faça o inventário de todas as dívidas
Antes de decidir seja o que for, registe todas as dívidas numa lista com estes dados:
- Capital em dívida que falta pagar.
- Taxa de juro (TAN ou TAEG).
- Prestação mensal mínima.
- Data de fim prevista.
Inclua também as dívidas a familiares ou amigos: não têm juros, mas também têm de ser pagas. Ver o total pela primeira vez pode assustar, mas é o ponto de partida imprescindível.
Passo 2: pague sempre as prestações mínimas
Falhar uma prestação gera juros de mora, comissões e, em alguns casos, um registo de incumprimento no Banco de Portugal ou noutras centrais de crédito. A primeira regra é que todas as prestações mínimas estejam cobertas no orçamento.
Passo 3: escolha um método para o dinheiro extra
Tudo o que puder pagar acima das prestações mínimas deve concentrar-se numa única dívida. Há dois métodos clássicos:
Método bola de neve
Ordena as dívidas da mais pequena para a maior e concentra o dinheiro extra na mais pequena. Quando a liquida, soma a prestação que pagava à seguinte, e assim sucessivamente. Vantagem: vê resultados depressa, o que motiva a continuar.
Método avalanche
Ordena as dívidas da taxa de juro mais alta para a mais baixa e concentra o dinheiro extra na mais cara. Vantagem: paga menos juros no total e termina mais cedo, embora a primeira dívida possa demorar mais a desaparecer.
Qual escolher
Se lhe custa manter a constância, comece pela bola de neve. Se tem o plano claro e quer poupar o máximo possível, escolha a avalanche. Qualquer um dos dois é muito melhor do que repartir o dinheiro extra por todas as dívidas.
Passo 4: procure dinheiro para acelerar
- Reveja o orçamento e destine às dívidas o que cortar em subscrições ou em refeições fora.
- Use os subsídios e os rendimentos pontuais para fazer amortizações antecipadas.
- Pergunte ao banco se é possível reduzir a taxa de juro ou se uma consolidação de créditos fica mais barata, mas veja bem as comissões e o prazo total.
Passo 5: não contraia novas dívidas
Enquanto paga, evite financiar novas compras e use o cartão de crédito apenas se o puder liquidar no fim do mês. Um pequeno fundo de emergência ajuda a não voltar a endividar-se quando surgir um imprevisto.
Como o Calers o ajuda
No Calers regista cada dívida com o valor total e as datas, e associa-a a uma categoria: cada prestação que regista nessa categoria reduz automaticamente o valor em dívida e vê a percentagem liquidada. Se programar as prestações, aparecem no mês certo e entram na projeção de saldo, para que nenhum pagamento o apanhe de surpresa.
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